É esse tal de amor...
Amargurada, desiludida,
com um coração partido vitima do pior veneno que pode ser encontrado em um ser
humano, é esse tal de amor mesmo.
Ignorada, tratada como
uma criança ingênua que faz tudo que me mandas na hora que mandas sem
questionar, é esse tal de amor mesmo.
Chorando, lembrando,
querendo, sentindo falta, querendo você aqui, estou em uma linha tênue entre
amor e ódio, lagrimas e sorrisos, curas e doenças, felicidade e sofrimento,
contentamento descontente, é esse tal de amor mesmo.
A coisa que mais machuca
nisso tudo é a minha fraqueza, me rendo, não agüento mais, pode me tomar para
você, me leva contigo até o paraíso dos mortos, onde esse sentimento possa
florescer, leva-me, beija-me, ignore-me,
esnobe-me, mate-me, já me entreguei a esse tal de amor mesmo.
Lendo romances, escutando
músicas, vendo fotos, pensamentos e lembranças a mil, minhas veias e artérias
palpitaram tanto que encharcou meu coração de sangue preto, falta de amizade,
falta de verdade. Cadê a sua sinceridade? É esse tal de obscurantismo.
Querendo e desejando,
falando e ouvindo, escrevendo e lendo, sentimentos e palavras se perderam em
meio a uma trilha escura ao longo de um caminho obscuro, em uma floresta antiga,
com árvores proibidas frutos do bem e do mal, fazer o que? Comi a do mal, me
influenciastes, e eu nem hesitei, é esse tal de amor mesmo.
Mas então o que é o amor?
É algo tão oposto a si mesmo, é ódio, é raiva, é desejo, é encanto, é conto de
fadas, é realidade, é tristeza, é lágrimas, é se render, é negar aos próprios
caprichos, é se entregar de corpo e alma, é não se arrepender, é confusão ao
lembrar que podia ter feito tudo diferente, é ter tudo, é ter nada, é viver
intensamente, é morrer ao relento.
Se eu amo? Não tenho a
menor idéia, não sei de nada, nem sei se ainda vivo, não sei de onde venho nem
para onde vou, não sei o que é certo nem errado, sou uma ingênua madura, sou o
que posso, sou nada, sou o perfume da flor, o espinho da rosa, o band-aid do
seu coração, a pedra no seu sapato.
Saber tudo? Para quê? Se
no final tudo vai acontecer e nada vai escapar da verdade, todos somos iguais
não há outro caminho a não ser o tumulo.
Nunca rimos da mesma
piada, mas choramos sempre pela mesma razão. Para que? Se no final nada disso
importa, eu tive que cair para me levantar, eu tive que chorar para conseguir
sorrir, eu tive que perder tudo para reconquistar, eu tive que morrer para
voltar a viver.
Gritos, discussões e
brigas, nada disso vão levar a nada, a verdade mesmo se encontra em um olhar
sincero silencioso que só os mais astutos podem decifrar.
Textos, poemas, músicas,
lágrimas, sorrisos dedicados apenas a uma pessoa. Pergunto-me para que tudo
isso se o artista principal não quer participar da minha história.
Mas um dia desses nas
minhas meditações intensas me perguntei:
-- PARA QUE VIVEMOS?
Nada veio a minha mente,
se o que eu julgo importante acaba no final tudo desaparece, ao pó
retornaremos, então para que tanto sofrimento e angustia? Tudo é tão limitado,
tão curto para quê gastarmos tanto tempo dando importância a quem te coloca
como opção, supervalorizando as bobagens do mundo? Então SORRIA, mesmo quando
estiver morrendo em lágrimas por dentro. Seja feliz e esqueça o resto nada mais
importa, tudo acaba, aproveite os segundos restantes, talvez não consiga tão
fácil, é esse tal de amor que complica tudo. Mas tente, as tentativas são
importantes para a evolução, às vezes no caminho a gente encontra tanta dificuldade
não é? É essa tal de vida que é tão complicada.
O ciclo da vida mudou
agora nós nascemos, crescemos, nos apaixonamos, somos ignorados e nos matamos.
É um ciclo vicioso sem volta, é inevitável, é excelente, mas é péssimo, é esse
tal de amor mesmo que degrada cada pedaçinho de nossa alma.
Então vamos revolucionar
para que ciclos de vida? Ciclos viciosos? Tristeza e sofrimento? Se em média
vivemos apenas algumas décadas, Então meu amigo, Ame, mas não se abale com os
problemas, chore, mas não demonstre seus pontos fracos, esqueça o que te faz
mal, siga em frente sem olhar para trás mude da esquerda para a direita nunca
se deixe cair na rotina, Viva intensamente e procure sorrir em todos os
segundos da sua existência, porque depois que fechamos os olhos o sorriso vai
ser uma lembrança, o corpo vai ser pó e o que você não fez nunca vai ser feito,
VIVA.
É tão engraçada essa
vida, eu dou os conselhos, mas não os sigo, estou cega, surda e muda, é esse
tal de amor mesmo.
Autora: Demmily Fernandes